Carta a um Amigo Querido



Caro amigo, com um teco de pólvora é que te arrancaram de mim...
Lembro-me claramente daquele dia ordinário.
Amigo, seria estúpido de minha parte dizer que já superei. A verdade mesmo, é que me lembro quase ou sempre de você. 

As minhas lembranças são boas sim, mas não passam de lembranças, não é mesmo? E eu realmente gostaria de me contentar com elas, mas fico sempre na vontade.
Volte e meia eu fico pensando como riamos, o motivo pouco importava, mas riamos. E quando esse pensamento me bate o peito, amigo querido, eu corro o caminho inverso daquelas tardes de riso frouxo.
Muita coisa aconteceu por aqui depois que você me deixou sem querer.
Sabe os nossos melhores amigos? Pois então, eles não são mais os melhores, nem tão pouco amigos. Bem, uns se casaram outros mudaram, alguns estão na faculdade e outros, como eu, sentem sua falta. Todos se perderam no tempo ou numa vaga lembrança.
Confesso que eu ajudei um pouco a torná
-los vagas lembranças, pois eu também mudei um bocado, meu amigo.
Infelizmente o que não mudou é que eu ainda carrego as marcas tristes da tua partida e um buraco no peito pela tua ausência. E isso nem tem a ver com as lembranças tuas, aliás, elas me fazem um bem danado. O problema é que sempre que me dou conta, você covardemente não está aqui pra me abraçar, pegar na minha mão e rir com o sorriso mais doce do mundo.
Hoje em dia, eu faço questão de deixar altamente claro as pessoas que cercam minha vida, o quanto elas são importantes pra mim, pois eu não sei se em algum dia ordinário um teco de pólvora pode arrancar uma delas de mim...
Finalizo por aqui minha carta, é que todas essas minhas palavras me inundaram os olhos e não consigo mais continuar.
Obrigada por tudo, amigo querido.
Um beijo doce, a gente se vê.


Karla Sanchez

3 comentários:

Rickardo disse...

num vo comenta + não!

cristiane disse...

Ai que lindo... suas inpirações são demais... vou contratar vc para escrever cartas pra mim!!!

Bjos

Gigante disse...

Fantástico...Lindo e emocionante texto *-*